Ana Marcela reina no mar

Quarta-feira viu também a estreia do skate park, dominado pelo Japão, exclusão de equipe por contaminação de Covid-19, despedida de Simone Biles e disputa memorável nos 400m com barreiras

Com mais de 7 mil quilômetros de costa litorânea banhada pelo Oceano Atlântico, é comum pensar que praia e Brasil são sinônimos. Coincidência ou não, o país sempre se deu bem em esportes disputados no litoral. Ana Marcela Cunha é um grande exemplo disso e deu outra prova na madrugada desta quarta-feira. Pentacampeã do mundo na maratona aquática, a nadadora da Bahia, estado de maior faixa litorânea do território nacional, domou a Baía de Tóquio e conquistou o ouro que perseguiu com afinco por quatro ciclos olímpicos.

Uma das belezas da praia, porém, é que ela é pública, de todos. Turistas vêm do mundo inteiro conhecer o litoral brasileiro, e não adianta se incomodar: eles vão invadir as areias. O vôlei de praia brasileiro levou essa lição de forma dolorosa nesta quarta. A modalidade que trouxe 13 medalhas desde sua inclusão no programa olímpico, sempre com pelo menos dois pódios desde Atlanta 1996, viu seu último representante em Tóquio, Alison/Álvaro, eliminado nas quartas de final. Um alerta que o cenário nas areias mudou e é preciso se adaptar.

O ouro que faltava

Ana Marcela Cunha já tinha vencido tudo na maratona aquática, mas faltava a medalha olímpica. Não somos nós que dizemos isso, mas a própria, que foi quinta em Pequim 2008, perdeu a vaga para Londres 2012 e terminou em 10ª na Rio 2016. A baiana buscava incessantemente o pódio olímpico, e enfim realizou o sonho na Tóquio 2020 com uma prova perfeita. Ela se manteve entre as primeiras colocadas por todo o percurso, assumiu a liderança na penúltima volta e não largou mais. Ouro para a pentacampeã mundial.

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